Volte ao SPIN

segunda-feira, 27 de junho de 2011

A luta por 2014 a todo vapor


Em 1989 o PIG*, com a Globo à frente, estava com total controle sobre o processo eleitoral

Desculpe-me vou insisitir neste assunto do controle total do PIG sobre o processo eleitoral de 2014.

E se insisto é pq as as pessoas não prestam atenção na sacada do pig, ou seja, que o baronato da mídia quer mesmo é o controle sobre o processo político, controle total, como, repito, ocorreu na disputa Collor x Lula, a Globo levando de lavada, totalmente dona do pedaço.

Daí a importância de se desmembrar este monstro chamado propriedade cruzada dos meios de comunicação: uma emissora com 80% de audiência e, ainda por cima, dona de rádio, portal web, jornal, revista semanal, jornal de 0,50 para classe populares, tvs a cabo....

As Organizações Globo são donas de uma TV aberta com escandalosa audiência, a TV Globo; dona do Jornal O Globo(distribuido para todo o País), da Rádio CBN(número 1 em audiência), Portal Globo, Jornal Extra (de 0,50 para classes C, D e E), Globo News e outra infinidade de canais por assinatura, participação em diversas outras empresas. Fora o fato de que, gravita em torno das Organizações Globo: Folha de SP, Estadão, Veja.

Spin, é verdade, o pig tenta ter controle total novamente sobre as eleições de 2014
O caso Palocci fez parte deste enredo, estão tentando novamente, estão tentando de todas as formas, só jogando a isca, só que me lembro agora:

- A ministra Gleisi Hofman seria dona de um apto milionário. A Veja já foi desmentida.Caso encerrado.
- Mercadante e o caso dos "aloprados" de 2006. Em pool o pig veio com mais essa. Vem o JN e dedica 24 horas de seu tempo ao assunto. Uma tática manjada masque funciona. Incrível como as pessoas não se dão conta que é aqui que mora o perigo e que será dessa forma que o PIG poderá emplacar seu candidato em 2014. O pig tera muitos candidatos no primeiro turno: Serra(PSD), Aécio(PSDb) + candidatos auxiliares (Marina Silva + extrema esquerda). No segundo turno todos os candidatos do pig unidos. Diante deste quadro não podemos pestanejar. E sem esta história de que a eleição está longe e que portanto podemos dar uma chance ao pig, ou seja, podemos fazer coro ao pig e até permitir que o pig derrube alguns ministros. Ah é? Então tão...Alimentem a cobra desde já.

O controle dos meios de comunicação nas mãos de uma, duas, no máximo 3 famílias e, ainda por cima, agindo em pool, em cartel, sem concorrência, sem abertura do mercado.

O quadro tem consequências no dia-a-dia do cidadão. Tente usar um orelhão numa cidade longe dos grandes centros, no MA tentei...não consegui...não existem técnicos para consertar orelhões...eles não dão lucro para as teles...prá que então consertador de orelhão?

Se as teles não dão conta nem mesmo dos orelhões, será que vão dar conta de banda larga lá nos canfundó do judas?


Será que vai ocorrer a nível nacional o que ocorreu em MG, a entrega do poder ao pig?
Com estes bundas-moles tipo Bernardo e Pimentel tudo pode acontecer.
Lula que abra os olhos, antes que seja tarde demais.

Sobre 2014 leia isso:

Por Paulo Henrique Amorim, em seu blog:

Cerra vive na Marcha do Milhão.
Ou será o Kaká ?



Luciano ou Kaká, os votos estão lá

Amiga navegante chama a atenção para a recente Marcha do Milhão em São Paulo, que reuniu religiosos de várias denominações para protestar contra o Supremo, que assegurou a liberdade de expressão pela maconha e o direito à união gay.

A amiga navegante chama a atenção para o significado político do evento.

Basta lembrar a plataforma eleitoral que sustentou as campanhas do Padim Pade Cerra e da Bláblárina.

Acreditar que eles se beneficiaram do voto verdista é acreditar em disco voador.

O verdismo é a ideologia do neoliberalismo sobrevivente e irrelevante do ponto de vista eleitoral.

O que impulsionou Cerra e a Bláblárina foi um udenismo anti-petista enraizado na história política do país associado a um movimento subterrâneo que os organizadores da Marcha do Milhão sabem coodificar.

Não se trata, aqui, de analisar o fenômeno religioso do pentecostalismo brasileiro.

Mas, sua face política.

E sua estrutural ligação com um sentimento conservador, com variantes fundamentalistas.

Ele tem peso político que o Cerra e a Bláblárina souberam explorar.

Cerra, então, recorreu ao que Ciro Gomes chamou de calhordice: colar na Dilma o estigma do aborto ilegal (no Chile, pode).

A Igreja Catolica, como se sabe, desde João Paulo II filiou-se à Opus Dei franquista.

O Cerra corre hoje o risco de ser tragado nas batalhas provinciais – na penúria, diria o Deda – do PSDB de São Paulo.

A Bláblárina foi devidamente tragada pelos altos princípios filosóficos dos verdes de São Paulo.

Do ponto de vista da eleição, isso não tem importância.

A Marcha do Milhão vai ser decisiva em 2014.

Com o Luciano Huck.

Ou o Kaká.

http://www.conversaafiada.com.br/politica/2011/06/26/cerra-vive-na-marcha-do-milhao-ou-sera-o-kaka/

Luis Carlos Azenha, no seu blog:

Olhaí quem é que vai fazer a banda larga...

Olha aí quem é que vai fazer a banda larga...

E a Anatel?

Olhaí quem é que vai fazer a banda larga…

Investimento em telefonia não segue expansão de clientes e panes crescem

Nos celulares, base de usuários avançou 16,6% em 2010, chegando a 202,9 milhões de linhas, mas investimento das empresas caiu 2,4%

26 de junho de 2011 | 0h 00

Karla Mendes e Renato Cruz – O Estado de S.Paulo

O investimento das operadoras de telecomunicações não tem acompanhado o crescimento de sua base de clientes, o que tem levado a panes cada vez mais frequentes nos serviços de telefonia e internet. Essa situação já incomoda o governo. O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, cobrou medidas da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).

Um exemplo do descompasso entre investimento e crescimento está no setor de telefonia móvel. A base de clientes avançou 16,6% no ano passado, chegando a 202,9 milhões de linhas, segundo a consultoria Teleco. Mas o investimento das empresas diminuiu 2,4%, ficando em R$ 8,2 bilhões. Esse montante foi 16,3% inferior ao pico de R$ 9,8 bilhões destinados ao setor em 2004.

O que acontece com o celular é somente um exemplo, pois a combinação de investimento baixo e crescimento alto se repete em outras áreas das telecomunicações. Os consumidores estão cada vez mais insatisfeitos com a qualidade dos serviços.

Em pouco mais de um mês, a Intelig, que pertence à TIM, teve três panes. O Speedy, da Telefônica, voltou a deixar seus usuários na mão no dia 13 deste mês, dois anos depois de a empresa ter sido punida pela Anatel, sendo impedida até de vender os serviços. E a Nextel ficou entre as palavras mais tuitadas por brasileiros no dia 10, por causa de problemas no Rio de Janeiro.

“Falta acompanhamento, supervisão e investimento”, disse Ruy Bottesi, presidente da Associação dos Engenheiros de Telecomunicações (AET). “A infraestrutura não está preparada para suportar o crescimento. O investimento é reativo. As operadoras investem depois do aumento de tráfego, mas leva de 60 a 90 dias para importar equipamentos.”

No ano passado, os investimentos totais das operadoras no País (incluindo telefonia fixa, móvel e outros serviços) chegaram a R$ 17,4 bilhões, alta de 3,6% sobre 2009. Mesmo com o crescimento modesto, o valor está 28,1% abaixo dos R$ 24,2 bilhões investidos em 2001. A receita bruta do setor subiu mais que o investimento, avançando 4,2%, para R$ 184,9 bilhões.

“A essência do problema não está nas operadoras, mas na agência reguladora e no governo”, disse Bottesi.

“O serviço é público. O que a Anatel está fazendo para que tenhamos qualidade no serviço de telecomunicações hoje, em 2011?”, indagou.

Explicações. Para as operadoras, as críticas de que o investimento é baixo não procedem. Elas argumentam que os problemas verificados nos últimos meses são pontuais e o investimento realizado é suficiente para sustentar a expansão da base.

O fato de ele não acompanhar o ritmo do aumento do mercado teria três explicações: os equipamentos têm ficado mais baratos, graças à evolução tecnológica e à queda da demanda nos países ricos; o câmbio está favorável, fazendo com que os reais possam comprar mais equipamentos importados do que antes; e o desembolso maior é feito na instalação da rede, não na expansão desta mesma rede.

http://www.viomundo.com.br/denuncias/olhai-quem-e-que-vai-fazer-a-banda-larga.html

Meu comentário

Até parece que a Anatel tem algum poder de regulamentação sobre as teles. Meus botões me dizem que as teles ficaram assustadas com a possibilidade dos Correios entrarem no negócio. Bobas que não são, se adiantaram. Enfim, a banda larga virou bunda larga:

Fechado o acordo da banda larga


Do Estadão

Empresas e governo fecham acordo para a Banda Larga

Depois de meses de disputa, concessionárias aceitaram oferecer serviço rápido à internet por R$ 35 em todos os municípios

Agência Estado
BRASÍLIA - As empresas de telefonia fixa e o governo federal fecharam um acordo para o início efetivo do Plano Nacional de Banda Larga (PNBL). Depois de meses de disputa, as concessionárias finalmente aceitaram oferecer um serviço de acesso rápido à internet por R$ 35 em todos os municípios, como queria a presidente Dilma Rousseff.

Onde não for economicamente viável para as teles ofertar banda larga fixa por R$ 35 o megabit por segundo, sem a obrigação de o consumidor adquirir junto uma linha de telefone, os consumidores poderão contar com uma banda larga móvel, pelo mesmo preço, segundo revelou ao jornal O Estado de S.Paulo o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo.

Como a banda larga móvel demanda a aquisição de um modem, estão sendo negociadas melhores condições de preço e parcelamento do equipamento, para que isso não seja uma barreira de entrada para novos usuários de internet rápida, disse Bernardo. Outro ponto em discussão é o limite de download que será oferecido para o PNBL.

Sanções

Ainda há um impasse para que o acordo seja efetivamente chancelado. Uma fonte disse ao O Estado de S.Paulo que as empresas não querem sofrer sanções da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), caso não cumpram a oferta do PNBL. "O governo não vai colocar dinheiro e ainda querem nos punir por descumprir um plano que eles elaboraram?", questionou um executivo de uma das concessionárias.

O ministro, porém, deixou claro que não há possibilidade de se fechar o acordo sem que sejam impostas sanções às empresas em caso de descumprimento. "Não estamos interessados em multar, mas se fizermos o termo sem sanções fica inócuo; aí vira só declaração de intenção."

Bernardo esteve ontem com a presidente Dilma, que quer que seja estabelecido um cronograma de cobertura do PNBL até junho de 2014, bem como que a velocidade seja aumentada gradativamente até 5 megabits, por um preço acessível à população. Bernardo deixou claro, porém, que o governo não subsidiará as empresas para ofertar banda larga a R$ 35. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/fechado-o-acordo-da-banda-larga

A banda larga vai sair ou Em defesa da banda larga:

Oráculo da Delfina: pobre não vai ter que esperar pela banda-larga

Por Zé Augusto, em seu blog

Ligo para o Oráculo da Delfina. Ela é diarista, e há muito tempo quer colocar banda-larga para a filha no computador comprado a prestação.

Delfina tem celular pré-pago e a filha Tiana usa a internet na lan-house da esquina.

Todo dia ela chega em casa e vê o poste da companhia telefônica em frente a sua casa. Na casa da vizinha tem ligação de banda-larga por cerca de R$ 90,00, em venda casada com o telefone fixo. Para ela, que tem o dinheiro contado, ainda é muito caro.

Pergunto para a Delfina se ela sabe que terá um plano de banda-larga por R$ 35,00 (que pode cair para R$ 30,00 se o governador liberar o ICMS)?

A voz dela vibra... - Isso é o que a Tiana gasta na lan-house! Onde e quando posso contratar?

- Prá já! O governo já está fechando o acordo com as teles. Será só ligar o fio da companhia telefonica que já está no conjunto habitacional. É "Plug & Play"! Ligar e usar.

Na casa da patroa, a filha da patroa disse que fez um "tuitaço" para um Plano de Banda Larga que precisará sair de Brasília para chegar na casa dela até 2014. Delfina não havia entendido porque o fio que está na porta da casa dela não serve, e precisará vir outro de Brasília. A filha da patroa falou que é porque as teles eram privadas, e a banda larga só podia ser estatal.

Na espontaneidade da Delfina ela perguntou: mas a sua mãe não acabou de trocar a conexão de vocês por 10 mbits? Foi estatal?

Fim da ligação com o Oráculo da Delfina.

Comento:

Quanto mais demora, mais se abre o fosso digital entre a filha da patroa com seus 10 mbits e a filha da Delfina com seu dinheiro contado para lan-house. Ao pobre que já vê a banda-larga na porta da sua casa e não pode pagar, não interessa se ela chegue em sua casa privada ou estatal. Interessa que chegue o mais rápido possível.

Não há sentido a militância ideológica de esquerda, do alto de suas conexões PRIVADAS, defender que o pobre espere por aprovações orçamentárias, negociações no Congresso, licitações e embargos na justiça, enquanto o fio da tele privada já está na porta da casa de muita gente sem banda-larga.

Enquanto isso, a Telebrás vem para ficar. Uma rede nacional robusta e estratégica, para garantir que não haverá apagões de internet, para atender as redes governamentais e militares, para projetos de cidades e bairros digitais, e para municiar pequenos provedores, provocando a concorrência com as próprias teles. E se as teles privadas não funcionarem a contento terá a Telebrás nos calcanhares.

Além disso, a Telebras vem com outras funções estratégicas, como a possibilidade de reabilitar o programa de satélites brasileiros de comunicações, e operar a rede pública de TV Digital no Brasil todo.

Com Tiana tendo banda-larga em casa prá ontem, ela poderá participar de seus próprios tuitaços por mais megabits e por preços inferiores a R$ 30 nos próximos anos. Quem viver, verá.

http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com/2011/06/oraculo-da-delfina-pobre-nao-vai-ter.html

PIG = Partido da Imprensa Golpista (clique aqui)

domingo, 26 de junho de 2011

O ‘filho’ de FHC e o ‘direito de saber’

Em 1989, na disputa Lula x Collor,  o PIG*,  com a Globo à frente, estava com total controle do processo eleitoral
Esperamos que isto não se repita nunca mais, embora no momento o PIG esteja tentando retomar este controle novamente

Por Eduardo Guimarães, em seu blog:




Em 15 de setembro de 2009, o jornal Folha de São Paulo rompeu uma autocensura da imprensa brasileira que durou 18 longos anos ao revelar uma história que os setores mais informados da sociedade já conheciam, apesar de nunca ter saído em nenhum grande jornal, revista, rádio ou mesmo na televisão. Abaixo, a matéria.
—–
FOLHA DE SÃO PAULO
15 de setembro de 2009
FHC decide reconhecer oficialmente filho que teve há 18 anos com jornalista
MÔNICA BERGAMO
COLUNISTA DA FOLHA
O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso decidiu oficializar o reconhecimento do filho que teve com a jornalista Mirian Dutra, da TV Globo.
Tomas Dutra Schmidt tem hoje 18 anos. O tucano já consultou advogados e viajou na semana passada a Madri,onde vive a jornalista, para cuidar da papelada.
Folha falou com FHC no hotel Palace, na Espanha, onde ele estava hospedado. O ex-presidente negou a informação e não quis se alongar sobre o assunto. Disse que estava na cidade para a reunião do Clube de Madri.
Mirian também foi procurada pela Folha, que a consultou a respeito do reconhecimento oficial de Tomas por FHC. “Quem deve falar sobre este assunto é ele e a família dele. Não sou uma pessoa pública”, afirmou a jornalista.
O ex-presidente e Mirian tiveram um relacionamento amoroso na década de 90, quando ele era senador em Brasília. Fruto desse namoro, Tomas nasceu em 1991. FHC e Mirian decidiram, em comum acordo, manter a história no âmbito privado, já que o ex-presidente era casado com Ruth Cardoso, com quem teve os filhos Luciana, Paulo Henrique e Beatriz.
No ano seguinte, a jornalista decidiu sair do Brasil e pediu à TV Globo, onde trabalhava havia sete anos, para ser transferida. Foi correspondente em Lisboa. Passou por Barcelona e Londres e hoje Trabalha para a TV em Madri.
Quando FHC assumiu o ministério da Fazenda, em 1993, a informação de que ele e Mirian tinham um filho passou a circular entre políticos e jornalistas.
Procurados mais de uma vez, eles jamais se manifestaram publicamente.
Em 1994, quando FHC foi lançado candidato à Presidência, Mirian passou a ser assediada por boa parte da imprensa.

E radicalizou a decisão de não falar sobre o assunto para, conforme revelou a amigos, impedir que Tomas virasse personagem de matérias escandalosas ou que o assunto fosse usado politicamente para prejudicar FHC.
Naquele ano, a colunista se encontrou com ela em Lisboa e a questionou várias vezes sobre FHC. “Nem o pai do meu filho pode dizer que é pai do meu filho”, disse Mirian.
Em 18 anos, o ex-presidente sempre reconheceu Tomas como filho, embora não oficialmente, e sempre colaborou com seu sustento. Nos oito anos em que ocupou a Presidência, os dois se viam uma vez por ano. Tomas chegou a visitá-lo no Palácio da Alvorada, residência oficial da Presidência da República.
Depois que deixou o cargo, FHC passou a ver o filho, que na época vivia em Barcelona, com frequência. Mirian o levava para Madri, Lisboa e Paris quando o ex-presidente estava nessas cidades. No ano passado, FHC participou da formatura de Tomas no Imperial College, em Londres.
Neste ano, Tomas mudou para os EUA para estudar Relações Internacionais na George Washington University.
—–
Ontem, sábado (25 de junho de 2011), veio a público notícia de que a autocensura que a grande imprensa se impôs por 18 anos foi vã, pois exame de DNA – que ninguém ainda sabe quem pediu, porque sobre tucanos e demos a imprensa noticia tudo pela metade  – teria comprovado que o filho que FHC teve fora do casamento, não era dele.
Uma curiosidade: duas mulheres que geraram filhos de Lula e de FHC se chamam Miriam, mas uma de sobrenome Cordeiro e a outra de sobrenome Dutra.
A ruptura dessa autocensura, porém, não se deu de graça. Uma semana depois de a Folha ter dado essa notícia ocultada do público por tanto tempo, o mesmo jornal divulgou um longo artigo de um desafeto do então presidente Lula acusando-o de ter tentado estuprar um adolescente na cadeia quando esteve preso durante a ditadura.
Só como curiosidade, relato que uma leitora deste blog que também é uma amiga, a socióloga carioca Vera Pereira, previu que a publicação da história sobre o filho de FHC fora do casamento seria uma desculpa para aquele jornal fazer algum ataque à vida pessoal de Lula.
A questão central, porém, não é essa. O que se pretende, aqui, é provar, pela milionésima vez, como a autoproclamada “imprensa independente” trata os políticos de acordo com o partido a que pertencem. A questão é: por que a mídia demorou 18 anos para contar a história do filho ilegítimo de FHC?
Esses meios de comunicação argumentam que simplesmente preservaram assuntos que só interessariam ao próprio ex-presidente tucano, pois seriam pertinentes à sua vida pessoal, com o que este blog concorda em gênero, número e grau.
Por polêmico que seja meu ponto de vista, digo que não me interessa se FHC pulou ou não a cerca, conquanto que a sua aventura amorosa não produza efeitos sobre a administração pública.
Contudo, não parece ser esse o caso. A Globo, que era empregadora da mãe do filho que FHC teve fora do casamento quando ela o deu à luz, tratou de expatriar a moça para a Europa sustentando-a inclusive durante período em que não trabalhou.
Vale dizer que nunca se soube que tipo de trabalho ela passou a fazer para a emissora nos anos que se seguiriam.
De qualquer forma, o argumento usado por todo aquele tempo pela Globo para não levar o caso do filho ilegítimo de FHC ao conhecimento público mostra-se diametralmente diferente do que a mesma emissora usou quando Fernando Collor de Mello expôs a vida íntima do ex-presidente Lula durante a campanha eleitoral de 1989.
Aquele foi o ano em que o jornal O Globo publicou editorial em que defendeu que Collor tinha o direito de expor a intimidade de Lula porque a sociedade teria o direito a saber desse tipo de detalhe sobre a vida pessoal dos políticos.  As informações que você lerá a seguir foram retiradas do site do jornalista Luiz Carlos Azenha.
—–
O GLOBO
12 de dezembro de 1989
Editorial
O Direito de Saber
O povo brasileiro não está acostumado a ver desnudar-se a seus olhos a vida particular dos homens públicos. O povo brasileiro também não está acostumado à prática da Democracia. A prática da Democracia recomenda que o povo saiba tudo o que for possível saber sobre seus homens públicos, para poder julgar melhor na hora de elegê-los.
Nos Estados Unidos, por exemplo, com freqüência homens públicos vêem truncada a carreira pela revelação de fatos desabonadores do seu comportamento privado. Não raro, a simples divulgação de tais fatos os dissuade de continuarem a pleitear a preferência do eleitor.
Um nebuloso acidente de carro em que morreu uma secretária que o acompanhava barrou, provavelmente para sempre, a brilhante caminhada do senador Ted Kennedy para a Casa Branca – para lembrar apenas o mais escandaloso desses tropeços.
Coisa parecida aconteceu com o senador Gary Hart; por divulgar-se uma relação que comprometia o seu casamento, ele nem sequer pôde apresentar-se à Convenção do Partido Democrata, na última eleição americana.
Na presente campanha, ninguém negará que, em todo o seu desenrolar, houve uma obsessiva preocupação dos responsáveis pelo programa do horário eleitoral gratuito da Frente Brasil Popular de esquadrinhar o passado do candidato Fernando Collor de Mello. Não apenas a sua atividade anterior em cargos públicos, mas sua infância e adolescência, suas relações de família, seus casamentos, suas amizades. Presume-se que tenham divulgado tudo de que dispunham a respeito.
O adversário vinha agindo de modo diferente. A estratégia dos propagandistas de Collor não incluía a intromissão no passado de Luís Inácio Lula da Silva nem como líder sindical nem muito menos remontou aos seus tempos de operário-torneiro, tão insistentemente lembrados pelo candidato do PT.
Até que anteontem à noite surgiu nas telas, no horário do PRN, a figura da ex-mulher de Lula, Miriam Cordeiro, acusando o candidato de ter tentado induzi-la a abortar uma criança filha de ambos, para isso oferecendo-lhe dinheiro, e também de alimentar preconceitos contra a raça negra.
A primeira reação do público terá sido de choque, a segunda é a discussão do direito de trazer-se a público o que, quase por toda parte, se classificava imediatamente de ‘baixaria’.
É chocante mesmo, lamentável que o confronto desça a esse nível, mas nem por isso deve-se deixar de perguntar se é verdadeiro. E se for verdadeiro, cabe indagar se o eleitor deve ou não receber um testemunho que concorre para aprofundar o seu conhecimento sobre aquela personalidade que lhe pede o voto para eleger-se Presidente da República, o mais alto posto da Nação.
É de esperar que o debate desta noite não se macule por excessos no confronto democrático, e que se concentre na discussão dos problemas nacionais.
Mas a acusação está no ar. Houve distorção? Ou aconteceu tal como narra a personagem apresentada no vídeo? Não cabe submeter o caso a inquérito. A sensibilidade do eleitor poderá ajudá-lo a discernir onde está a verdade – e se ela deve influenciar-lhe o voto, domingo próximo, quando estiver consultando apenas a sua consciência.
—–
A denúncia da ex-namorada de Lula foi totalmente desmascarada. Um jornalista chamado Luís Maklouf publicou um livro intitulado Eu Já Vi Esse Filme, em que relata que Miriam Cordeiro teve que ser sustentada por Collor durante anos pelo serviço prestado. Quando perguntada sobre seu padrão de vida, declarou: “Só sei que estão pagando tudo”.
Jamais houve, porém, interesse da imprensa nesses fatos. Devassaram a vida de Lula em nome da “liberdade de imprensa” e do “interesse público”, mas não tiveram a dignidade de reparar a injustiça histórica que a própria filha do ex-presidente, Lurian, já dissera reiteradas vezes que fora cometida pela mãe.
http://www.blogcidadania.com.br/2011/06/o-“filho”-de-fhc-e-o-“direito-de-saber

* PIG = Partido da Imprensa Golpista, segundo a Wikipedia  (clique aqui)

Aqui um  vídeo sobre a manipulação do último debate pela Globo, em 1989, quando a emissora tinha total controle sobre o processo eleitoral.



A manipulação do último debate da campanha presidencial de 1989, entre Lula e Collor, pela Rede Globo, no Jornal Nacional.
Retirado de Além do Cidadão Kane, documentário da BBC, censurado no Brasil a pedido da Globo

http://www.youtube.com/watch?v=MRnbLRggZiw&feature=related

Atualização -

Até tentei dar uma mãozinha para FHC ao ler este post em sua defesa
Ao ler os comentários vi que FHC não tem mesmo conserto
Não há quem consiga reabilitá-lo

A fala de Lula ao II Blog Prog

quinta-feira, 28 de abril de 2011

O PPS e o exercício da hipocrisia



Da parte do Estadão e da Folha, a escandalização do meu contrato com a EBC teve causas, ainda que mesquinhas: retaliação pelas críticas que faço às matérias mais exageradas dos dois veículos.
Da parte do PPS de Roberto Freire – ameaçando convocar Helena Chagas para “dar explicações” – deve-se unicamente à posição servil em relação a José Serra.
Aqui no Blog jamais publiquei comentários sobre as indicações de Freire e Roberto Jungmann para conselhos de estatais paulistas. Mesmo porque, entre os inúmeros vícios deles, não consta o da desonestidade financeira, apenas a intelectual.
Os ataques da bancada ao meu contrato apenas confirmam minha percepção, que se reforçou após o email que recebi de um leitor.

Leia mais >>>

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Lula grava vídeo e convoca redes sociais para debate da reforma política



O Globo

RIO - O site Mobilização BR, que apoia os movimentos sociais em todo do Brasil, divulgou nesta terça-feira um vídeo onde o ex-presidente Lula aparece convocando as redes sociais para o debate da reforma política.
O vídeo foi gravado durante a reunião que aconteceu na segunda-feira com uma comissão que reuniu senadores, deputados e lideranças do PT para discutir a atuação do partido durante o debate da reforma poítica.
VÍDEO: Lula fala da importância do debate da reforma política
ALIANÇAS: Lula debate com Dirceu e prefeitos petistas e propõe que todos tenham um 'Alencar' de vice
Para que haja um consenso, Lula defendeu que o PT trabalhe em parceria com outros partidos, além de convocar os movimentos sindicais, os estudantes e as organizações da sociedade.
O ex-presidente defendeu, ainda, a proibição do uso de dinheiro privado em campanhas e afirmou que as redes sociais podem contribuir muito com a reforma política, divulgando e debatendo o tema com os mais variados segmentos da sociedade.

Leia mais sobre esse assunto em www.oglobo.com.br. © 1996 - 2011. Todos os direitos reservados a Infoglobo Comunicação e Participações S.A. http://oglobo.globo.com/pais/mat/2011/04/19/lula-grava-video-convoca-redes-sociais-para-debate-da-reforma-politica-924284966.asp#ixzz1K4havo7b

sábado, 16 de abril de 2011

Veja as reformas propostas pelo Partido Comunista de Cuba

Conheça os principais pontos que serão discutidos no congresso que começa neste sábado na ilha

Ricardo Galhardo, enviado a Havana, Cuba

O Partido Comunista de Cuba (PPC) realiza a partir deste sábado seu seu 6º Congresso, com o objetivo de redefinir o conceito de socialismo na ilha.
Nos próximos três dias os mil delegados eleitos para o Congresso, em grande parte economistas, vão se debruçar sobre as 291 propostas enumeradas no documento “Projeto de Diretrizes da Política Econômica e Social”.




Foto: AFP
Cartaz pendurado na porta de um café em Havana comemora 50 anos da Baía dos Porcos e Congresso do PCC (12/04)

Veja as principais propostas que serão discutidas:
- O modelo de gestão deve reconhecer, além das empresas estatais, as empresas de capital misto, as cooperativas, os usufrutuários de terras, os arrendadores de estabelecimentos, os trabalhadores por conta própria e outras formas que poderão contribuir para elevar a eficiência do trabalho social.
- Será necessário lograr que o sistema empresarial do país seja constituído por empresas fortes e bem organizadas, e criadas novas organizações superiores de direção empresarial. A regulamentação geral para estas organizações será elaborada.
- Serão desenvolvidos mercados de abastecimento que vendam a preços mais caros e sem subsídio para o sistema empresarial .
- Realizar estudos para eliminação da dualidade monetária.
- Fortalecimento da institucionalidade, incluindo a reorganização do Estado e do governo.
- Ênfase no conceito de que o plano para a economia deve ajustar-se aos recursos disponíveis.
- Revisão e reorientação da política de investimentos para dar-lhe mais integralidade e evitar a imobilização de recursos e outras ineficiências.
- Reprogramação dos pagamentos da dívida externa.
- Transformações estruturais e no funcionamento do setor agropecuário.
- Colocar em exploração as terras ociosas que constituem cerca de 50%.

- Terão início experimentos como: substituição dos refeitórios e transportes operários por outras modalidades, arrendamento de barbearias, salões de cabeleireiro e taxis a empregados nestas atividades.
- Eliminar as plantas infladas em todas esferas da economia e promover uma reestruturação do emprego, incluídas fórmulas não estatais, aplicando um tratamento salarial e laboral aos trabalhadores demitidos que elimine os processos paternalistas.
- Incrementar a produtividade no trabalho, elevar a disciplina e o nível de motivação dos salários eliminando o igualitarismo.
- O controle da gestão empresarial se baseará principalmente em mecanismos econômico-financeiros, em lugar dos mecanismos administrativos, suprimindo a carga atual de controles a realizar nas empresas.
- As empresas estatais que mostrem frequentes perdas ou que não possam honrar com seus ativos e suas obrigações serão submetidas a um processo de liquidação.
- As empresas, como norma, não receberão investimentos estatais.
- As empresas poderão criar fundos para desenvolvimento, investimento e estímulo dos trabalhadores.
- Serão eliminados os subsídios por perdas.
- As cooperativas estarão embasadas na livre disposição dos trabalhadores a associar-se a elas.
- Será garantido na produção de bens e serviços o incremento da eficiência econômica que permita alcançar a diminuição progressiva dos níveis de apoio do Estado.
- O sistema fiscal será baseado no princípio da equidade da carga tributária. Se aplicarão maiores alíquotas aos ingressos mais altos para atenuar as desigualdades.
- Resgatar o papel do trabalho como via fundamental para o desenvolvimento da sociedade e a satisfação das necessidades pessoais e familiares.
- Reduzir os gastos em transporte e alimentação escolares.
- No ensino superior, a matrícula nas diferentes carreiras deve corresponder às necessidades de desenvolvimento da economia e da sociedade.
-Diminuir a participação relativa do Estado no financiamento da previdência social e aplicar regimes especiais de contribuição no setor não estatal.
- Assegurar que as medidas salariais garantam que cada qual receba segundo seu trabalho.
- Ampliar o exercício do trabalho por conta própria.
- Reduzir gratificações indevidas e subsídios pessoais indevidos.
- Implementar a eliminação ordenada da “libreta de abastecimiento”.

Revista Época aponta ligações entre Daniel Dantas e FHC


ÉPOCA revela os segredos dos e-mails de Roberto Amaral, o consultor que trabalhou para o Opportunity, de Daniel Dantas, durante o governo FHC
Wálter Nunes e Guilherme Evelin

O CONSULTOR
l foi executivo da empreiteira Andrade Gutierrez por 30 anos. Ali, aprendeu a trafegar entre os políticos e amealhou contatos que mais tarde seriam mobilizados em favor de seus clientes
Continue lendo, clique aqui

A disputa pela nova classe média política

Por JB Costa, no LNO


Já tínhamos cantado essa pedra aqui. O que muitos não viram - alguns com olhos empanados pela ideologia, outros pela visão vesga do processo político - foi que os gestos e ações de Dilma foram rigorosamente racionais no aspecto político. A mobilidade social, pela qual milhões ascenderam a novo patamar da pirâmide, implica também a absorção pelos favorecidos de valores e posturas típicas de classe média, ou seja, em tese isto pode significar espírito mais crítico e mais refratário ao Poder.

http://www1.folha.uol.com.br/fsp/poder/po1004201102.htm

100 DIAS

PT vê em Dilma ponte para conquistar classe média

Com agenda focada nesse estrato, presidente vira trunfo para ganhar SP

Para segurar avaliação positiva, governo terá de manter a inflação, hoje sua maior dor de cabeça, sob controle

NATUZA NERY
DE BRASÍLIA

O governo dá seus primeiros passos e setores do PT já veem em Dilma Rousseff a chance de conquistar um eleitorado historicamente refratário à sedução petista: a tradicional classe média.
A expectativa vem das primeiras pesquisas de popularidade. De acordo com o Datafolha, Dilma foi bem avaliada tanto pela classe C, reduto lulista, quanto pelos estratos com renda familiar superior a R$ 5.540.
Esse desempenho alimenta no PT a esperança de furar a hegemonia tucana no Estado de São Paulo.
Nesses cem primeiros dias de governo, Dilma ensaiou pinceladas de uma agenda pop para a classe média.
Exibiu perfil gerencial e toque menos ideológico na política externa. Prometeu, com ministério específico, melhorar as condições da aviação comercial; anunciou corte de gastos; jantou com artistas e foi ao teatro.
Mais: com uma campanha de valorização feminina, a presidente conquistou o apoio expressivo das mulheres, feito "nunca antes" experimentado por Lula.
O programa de erradicação da miséria -pé de Dilma na agenda da pobreza- só deve sair em algumas semanas. Apesar do reajuste dado ao Bolsa Família em março, os maiores flertes foram com a clássica classe média.

VOO PRÓPRIO
Em 2003, Lula teve condições semelhantes às da sua sucessora, mas perdeu apoio no meio do caminho após o escândalo do mensalão. Conseguiu, ao fim do governo, se recuperar, com recordes de aprovação.
Dilma herdou alguns desses ganhos, e teve voos próprios desde a eleição: com Lula, a diferença de popularidade entre os mais ricos e os mais pobres era de 17 pontos no final de 2010. Com Dilma, caiu para 10 pontos.
"É cedo para dizer se é permanente. Mas a agenda dela está quebrando resistência entre mulheres e setores médios, como a mídia. Futuras pesquisas darão avaliação mais pura", afirmou Mauro Paulino, diretor do Datafolha. "Tudo tem que se confirmar à luz da economia", acrescentou.
E é justamente a economia o elemento com poder de frustrar esse "affaire". O risco tem nome: inflação, que é hoje a maior dor de cabeça do Palácio do Planalto.
Sucessivas derrotas em São Paulo levaram o partido à autocrítica. "O PT deve construir agenda que dialogue com os setores médios", define um balanço elaborado pela sigla em 2010. Outro erro "capital", segundo petistas, foi não investir na renovação de quadros.
A senadora Marta Suplicy (SP) e o ministro Aloizio Mercadante (Ciência e Tecnologia), derrotados em eleições recentes, são os favoritos para a campanha de 2012.
Problema: em 2008, Marta chegou a 53% de rejeição entre os mais ricos. Em 2010, Mercadante bateu 39%. Petistas dizem que é hora de abrir espaço para novos nomes: os ministros José Eduardo Cardozo (Justiça), Alexandre Padilha (Saúde) e Fernando Haddad (Educação).
Na reta final da campanha, a rejeição a Dilma na cidade de São Paulo rondava os 49%. Hoje, sua avaliação negativa na capital atinge 8%, num sinal de recuo da resistência à presidente.

http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/a-disputa-da-nova-classe-media-politica

"PlayVak Gaming" (Episodio 25: Top Spin 4 Partido por el Trofeo de Platino Parte 2/2)